A força submarina que afundou o primeiro osso : seu nome.
Chamando-a com indiferença. com ternura, com urgência,
com súplica, com escárnio, com necessidade, separando as sílabas do nome
como se o gorjeassem, repetindo-o até faze-lo soar como um estertor
e se transformar, ele mesmo , no nome.
''Sou meu nome, e são elas mesmas ''
terminariam por fazer-nos pensar
desaparecendo enquanto ela se palpava
tranquila e sorridente:
''Eu é um outro, e não existe mais ninguém''
tocando velozmente seu corpo
imitando o ritmo da chuva com a ponta dos indicadores
sem expressar outra intenção além desta.
K.M.
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