Acordo : no horizonte, o céu está pálido
riscado pela luminosidade do sol já posto.
Uma bela estrela de ouro,
o crescente delicioso da lua
no meio das nuvens leves,
para além de morros e do instante
o sono! , arranco-me ao sono e escrevo
içando-me para melhor ver
(e melhor ser visto)
sobre o cimo da escrita.
E poucos instantes depois,
o sono de novo,
esgotante como uma agonia.
E que chatice escrever um livro
lutando contra o esgotamento do sono,
a desejar a transparência de um livro,
luzinha deslizando de nuvem em nuvem,
de um horizonte ao horizonte seguinte,
da frase inicial ao parágrafo.
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