o abajur de tecido preto atrai-nos como se atraem insetos
que revoluteiam ou deixam estar
pesados, enpanchados, molengas
caçoando do fato de não poderem
ser contados por ela.
Mãe generosa,
causa e efeito,
doce totalidade.
Um só esgar convindo
a todos nossos rostos
ou como as ''zonas flutuantes''
que imaginamos como assentamento de rostos.
Rostos que podiam estar reunidos
como diante da lareira de uma pousada
numa noite de tempestade
construindo uma pirâmide
com a diversidade de estaturas
gratos pelo refúgio e pela vida concedida
demonstrando contentamento com os esgares
únicos e variáveis
que contraíam e estiravam as peles de seus rostos
fazendo estremecer nossos narizes.
Nenhum comentário:
Postar um comentário