Primeiramente, é verdade que não se opera
a própria criação a partir da ilha deserta,
mas a re-criação, não o começo, mas o re-começo.
Ela é a origem, mas origem segunda. A partir dela tudo recomeça.
A ilha é o mínimo necessário para esse recomeço, o material
sobrevivente da primeira origem, o núcleo ou o ovo
irradiante que deve bastar para re-produzir tudo. (...)
A idéia de uma segunda origem dá todo seu sentido
à ilha deserta, sobrevivência da ilha santa num
mundo que tarda para recomeçar.
No ideal do recomeço há algo que precede o próprio começo,
que o retoma para aprofundá-lo e recuá-lo no tempo.
A ilha deserta é a matéria desse inmemorial ou desse mais profundo
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