quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Ela é a origem, mas origem segunda.

 Primeiramente, é verdade que não se opera 
a própria criação a partir da ilha deserta, 
mas a re-criação, não o começo, mas o re-começo. 
Ela é a origem, mas origem segunda. A partir dela tudo recomeça. 
A ilha é o mínimo necessário para esse recomeço, o material
sobrevivente da primeira origem, o núcleo ou o ovo
irradiante que deve bastar para re-produzir tudo. (...)
A idéia de uma segunda origem dá todo seu sentido
à ilha deserta, sobrevivência da ilha santa num
mundo que tarda para recomeçar. 
No ideal do recomeço há algo que precede o próprio começo,
 que o retoma para aprofundá-lo e recuá-lo no tempo. 
A ilha deserta é a matéria desse inmemorial ou desse mais profundo

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