O trabalho, a liberdade, a chance.
Tudo isso faz o horizonte terrestre do homem.
O universo é livre, nada se pode fazer.
Como a chance ---- o riso ----
poderiam neles se encontrar,
mas a chance não alcança a si mesma
sem sobressaltos, a chance desencoraja o riso.
O riso a diviniza: nega-a, crucifica-a,
prega-a à necessidade, Necessidade
de assegurar a chance, de eternizá-la,
é a maldição da chance de carne e osso
a apoteose de sua sombra projetada.
A chance é primeiro recebida como catástrofe.
Um movimento de pavor responde à ela
seguido de um refúgio improvisado:
depois, lenta, terrivelmente lenta
até as lágrimas riem, em metamorfose.
K.M.
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