Bêbada de beleza, de impudor,
de juventude, a bacante dança
com o personagem da morte.
A dança maravilha por isto:
cada um dos dois ama no outro
o rechaço do que ele próprio é,
e seu amor chega aos próprios limites
onde a veia temporal estoura.
Seu riso é o riso sem pessoa.....
ambos são abusados, ambos abusam.....
um pouco mais pura, a noite
seria a certeza do dia,
e o dia seria a da noite.
K.M.
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