Contudo, o “nagual não tem limites”.
Ele é o poder de afetar.
“Pode-se dizer que o nagual explica a criatividade (...).
O nagual é a única parte de nós que consegue criar” .
A questão é como enfrentar as dificuldades para atingir
este mundo “da Anarquia coroada, se se fica nos órgãos”.
Se são os órgãos que nos fixam nesse mundo,
como operar esse movimento entre forças que se opõem?
Como criar um modo de vida entre tensões?
São elementos que se detestam,
não podem coexistir sem que haja tremores e erupções.
E de onde veio a idéia de que o homem
só pode viver seguro quando esse combate tiver findo?
Não vem das antigas idéias de bem e de mal que fazem o julgamento da vida?
Diz Dom Juan: (...) tudo nelas é triste, as roupas, o cheiro, a atitude.
-Talvez tenham nascido assim – respondi.
-Ninguém nasce assim. Nós nos tornamos assim.
Para quem se acostumou a viver tonal,
como andar em terras onde não existem deuses para julgar?
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