segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Estes lugares que vejo e imagino.

As passagens relidas queriam 
que ela me pegasse pelo pescoço.
Demonstravam a presença de Deus.
Deus vive, Deus me ama. 
Assim resolvia as coisas meu sentimento.
Mas a juventude tem sangue demais !,
e a impetuosidade de um eu limita.
a leitora das flores, tão belas nos bosques
do esgotamento da guerra, das desordens diversas
dos afazeres, das comidas, de que tudo me paralisa. 
Com o cair da noite cessa a agitação angustiada.
Vou para o terraço me estender na espreguiçadeira.
Morcegos saem do depósito de lenha; do quarto onde me lavo;
roçando os telhados, as árvores, os rostos.
O céu está puro e empalidece
os cimos em oscilações se estendem ao longe
ondulações para além da calma dos vales.
Descrevendo cuidadosamente
com insistência, estes lugares que vejo e imagino.

K.M.

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