É preciso ir fundo, lá onde se revela
a verdade física, e não somente a glória armada.
O sol é glorioso. O dia é glorioso.
O que é glorioso não pode ser covarde.
Não se segue daí que a glória
se reduza ao brilho superficial
de empreendimentos inconfessáveis.
Ela está lá onde se afirma a vida:
depende da chance, ou da vontade dos homens,
que eles a afirmem de um jeito ou de outro.
Façam dinheiro com ela ou
vendam-na num pregão;
retirada de um situação cômica
ou sórdida, sob uma chama juvenil
que consome o ser,
animando-o num movimento altivo
(harmonizando-o com o desejo dos outros).
Uma fiel resposta ao desejo de todos
é gloriosa aconteça o que acontecer.
Mas a vaidade extraída da glória é o seu murchar.
A confiança e a ingenuidade são cruéis,
evitam ver o esforço tenso sob a ameaça.
K.M.
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