Parado ali na estrada
tentando segurar a coragem,
todos os carros passando reto.
Eu olho duas cartas
que parecem feitas a mão.
Uma é um ás de ouro
a outra um ás de espadas.
Onde passar a noite ?
Não estás ouvindo ?
Tronos cotidianos.
E me conta do trem,
humm , essa ligação
é de graça ----
cinzas, diamantes:
não dá para ver
o meu verdadeiro estado.
Correndo demais pra mim
e olhando os trilhos em movimento.
O trem não vai voltar atrás;
o sentir-se despir
no ruído férreo da ação,
no som dos vossos carros
e na respiração regular
das vossas fábricas,
os vossos motores
trementes a troar
e minha crônica oculta,
silêncio real e inteiro
da hora minuciosa ----
dentro de mim
percorrendo a cidade
tão livre naqueles dias ;
nenhum som agora
além do embalar férreo
A vida que vivo
e o material visto e ouvido
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