Se há ruído, quando à mão
se escreve, não é o do arranhar
mas o do rastejo, do cicio de insetos
antikafkianos, porque reconhecíveis:
o do cupim cotidiano, no traçado
das traças, só percebido nos seus ofícios
aos que apuram a escuta, e pinçam
sem a mistura da mão e da máquina
a passagem do tempo, o escoar da areia ----
grão grânulo gris ---- na ampulheta
Armando Freitas Filho
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