terça-feira, 24 de outubro de 2017

Espiral

Retalhos de várias vozes
e fluxos de consciência
na solidão do monólogo
(a posse do discurso)
quando o corpo responde sedento,
são e hercúleo nos campos preparados;
olímpico inventor de sucessões
inesperadas, psicologicamente palpitantes,
pelos músculos rijos sob o sol
e o estado de atenção ampliada.
Alavanca da página
que vaza o verde e o azul
nos reflexos de vidro 
(detonação de músculos e neurônios)
O zumbir do vento no gramado
e outros presságios do ouvido.
O disco girador das esferas de influência
(sarrafos, lirismo descuidado),
conversas e histórias na
fusão invisível dos eixos da narrativa.
Vejo o esboço na espiral
que vende e acelera o assunto.

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