Tempo a fecundar.
Abrandando-me, em contemplação
meus olhos se guardavam,
calmos e atados no caule.
Havia ainda a concha na solidão
e o estado normal das coisas.
O fincar-se como mastro,
o dar a volta na chave
e fazer cifras com analogias.
Sem interrupção. Pélagos e
escarpas esculpindo a subida
lisa e verde como um fruto inteiro.
Aqui os raios abriam o riso
que não se penetra;
eriçava as crinas e esperava
a lunação nos pastos,
perseguindo cada clarão de luz,
quantas vezes perdido por cabeleiras
e bosques ---- cavernas e visões,
e ondas de carne navegando lemes
e expondo parte de seus jogos.
O trote das passadas adentro
com um badalo glandular de aviso.
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