Eis que dançam grinaldas
e cada uma joga em mim o que mais amo:
a perna rósea, as ancas côncheas
e os ademanes verdes e rubros
dos olhos ágeis ----- isto já me sucedeu:
a tartaruga em sua casca,
em suas leis e jornadas
medita dia e noite.
Ouço os zumbidos dos besouros
e abelhas sobre o mel .
Ali abano minhas guelras
e borbulho meus acordes
de música submarina.
Mais uma hélice na engrenagem,
Como ? no martelar submarino
as anêmonas pingam cúmulos
e gomos brancos de amnésia
onde as conjunções do tempo
reflorem , o inabordável frutifica,
o tempo criva os frutos
quando se sazonam as messes
K.M.
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