domingo, 1 de outubro de 2017

Onde as palavras ladram

As trevas no raiar do dia,
lânguidas flores narcóticas
sobre nuvens-florestas.
A lâmina feita a mão
cobre tanto o sol como a lua.
Ameaças violentas
são blefes por desprezo.
Comentários rasgados
num corno oco ;
palavras perdidas,
provas e avisos.
A página da tentação:
o poste de luz parado
sobre o distintivo metálico.
E Vésper caindo de pudor na cama.
Vésper em cuja ardência
não há pecado.
Os reinos da experiência.
Você vai atrás, e
se vê em guerra.
Você quer se conter
mas não como antes.
Então não temo ouvir
esse som estranho em meu ouvido.
As mãos postas nos desejos insatisfeitos
de Deus--- oque é e não é real.
Som algum (agora) saindo do Paraíso
e seus navios de velas tatuadas
destinados aos portões do Éden.
Agora, sentado como um eremita utópico
no convés da embarcação.
Está tudo bem, enquanto
avisam da vitória ou da queda
vejo os pequenos e grandes
motivos privados
onde as palavras ladram.
Não tenha ódio de nada
enquanto os deuses miram seus alvos
no Bezerro de Ouro
e nas relações de propriedade

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