quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Acendendo luzes

Pensa em visgos e algas verdes;
indaga, narinas, aromas alpestres:
Extra, ó fragrâncias
de verdes ervas despenhadeiras;
fímbria, franja a desmanchar-se
e águas eólicas a roçar
o ser dos músculos,
a flor das pedras;
rumo, roda, ladeiras
trocando imaginações.
Arauto? Guru de si mesmo,
o Mercado é mistagogo?
Tem ''jeito de asceta''?
Peculiar, norteando-se,
sem noção de posse ou receio
o Robô lança amarra e âncora,
seu último passo
na direção do verso
que o liberta desse ágio,
que chega, marcha, 
corta, pega e faz
e vê quem lê
rodando sem parar
pegando as palavras com a mão
e acendendo luzes
sem franzir a testa

Nenhum comentário:

Postar um comentário