domingo, 8 de outubro de 2017

Morada da linguagem

Quieta como a noite,
a morada da linguagem,
de tudo que já tinha feito
em termos de linguagem,
enquanto os sinos da missão
dobravam insistentemente,
eu só fiquei ali olhando fixo
nas vinte janelas do prédio,
ninguém tentou abrir a boca
quando saí dali à francesa
no rastro da última estrofe
e da moral da história,
a jornada era agradável
e o tempo não era longo.
Por favor, não ponha preço
na minha alma.
Meu fardo é pesado
com aquele barco a vapor
mas does ---- o teu perfil persiste
Preste atenção nestas palavras
''Posso trabalhar o dobro disso""
com coisas que podemos ver,
mas não tocar.
Cada um de nós
tem seu próprio dom especial
não vou me mudar daqui
e errar por aí ensimesmado
Não vivo pelo código dos outros
Queria ter ficado em casa
testando meu novo poder
a cada vez  que abrisse a boca,
a força consumida pela própria riqueza,
Um gênio da lâmpada
é o que há de novo nisto
Ah, no silêncio do quarto
o relógio com seu som de silêncio
Acordar da cidade
Acordar da rua 1
acordar da rua 2
acordar da rua 3
e em meio de tudo
a garagem que nunca dorme.
Toda manhã que raia
a luz estremece a erguer-se,
é eterna e de todos os lugares
o frescor que sobe por tudo,
um alívio de viver
que nosso corpo partilha ;
entusiasmo por o dia vir
e com ele seus seletos exercícios
pelo que pode acontecer de bom;
são os sentimentos que nascem
de estar olhando para a madrugada

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