Eu sou o cavalheiro que descreve
a elegia e a epopéia, e
o mar de Trafalgar
ao largo de sua história.
O árduo mar de glória
no exercício diário da guerra.
O incessante mar ideal
que na serena manhã
sulca a indiferente areia.
A cidade não precisa ficar nervosa.
Todos os fantasmas entregarão os pontos
na cabeceira da Câmara de Comércio
ou no fliperama histérico da jornada
gritando que ''te passaram a perna''.
Meu a conselho é apenas não deixarem entrar
com aquele passo manso e professoral.
Engula seu orgulho
que aqui ninguém morrerá de veneno.
Fazendo amigos e influenciando
a geometria da inocência e da malícia,
fazendo do poema uma matemática
de jogadas inúteis
para cativar a platéia
buscando um pavio novo
no mastro da bandeira
e vendendo mapas para a alma
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