sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Poema da febre.

Apenas um pulmão, feito algas
puxava o ar e sustinha, no riso, esta febre.
Secos demais para tão curta caminhada.
Os lábios aborrecem sombras e orvalho.
Transita, porém, pelo corpo
uma frieza mecânica de termômetro.
Amava os gestos de fuga, solidão. ----
A integridade de suas formas vasculhadas
arejadas e amplas.
Se fechadas, eram urnas,
pedaços de múmias caseiformes ;
se abertas, geladeira, frutas frescas,
o ar transitava em suas paisagens tranquilas.

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