Começa agora a floresta cifrada.
A sombra escondeu as árvores.
Aqui um pedaço de mato está de castigo
e arvorezinhas acocoram-se no charco.
Um fio de água atrasada lambe a lama.
Agora são rios afogados
bebendo o caminho.
Bocejam árvores sonolentas.
Ai que a noite secou. A água do rio se quebrou.
Tenho que ir-me embora.
De todos os lados me chamam.
Acordo. A lua nasceu com olheiras.
O silêncio dói dentro do mato.
Abriram-se as estrelas
As águas grandes encolheram-se com sono.
A noite cansada parou.
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