Canoeiro. Poeta. A lua
avança, peixe, entre ondas.
Uma via láctea de sílabas
canta em coral com piabas.
Que noite ampara esta clara
ave palavra sem pouso,
que ousa, entre Ursa e a rara
estrela, traçar seu verso?
avança, peixe, entre ondas.
Uma via láctea de sílabas
canta em coral com piabas.
Que noite ampara esta clara
ave palavra sem pouso,
que ousa, entre Ursa e a rara
estrela, traçar seu verso?
Quem faz o texto navega
vaga e refaz tudo o que
desfez em outros começos,
rema entre rumos até
vaga e refaz tudo o que
desfez em outros começos,
rema entre rumos até
que o pêndulo das marés,
nesse relógio primeiro,
resolva parar no tempo
de algum poema, o ponteiro.
nesse relógio primeiro,
resolva parar no tempo
de algum poema, o ponteiro.
João de Jesus Paes Loureiro, O ser aberto.
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