Pela fala,
o Dasein já é ''aletheuein''
aquele que não esquece,
velamento e desvelamento.
O ser de que é a eminente abertura
e a caída na lida cotidiana
quando o circuito da fala
engrenado ao da comunicação
transmite a interpretação comum
(pública, anônima, repetitiva e reflexa);
decaída na e pela linguagem,
convertida em instrumento manipulável
instrumento gasto pelo consumo
a linguagem torna-se
manejável pelo seu valor de troca.
As pessoas negociam com a
gestualística verbal do falatório:
a parolagem fecha-nos ao mundo
e a linguagem só se abre à poesia
modelada por uma disposição
que nos remete à origem,
ao ser mesmo que se desvela na obra,
que assoma em sua organização sensível
carimbada pela origem do ato.
Na obra de arte, a essência
opera e se transluz. Origem.
K.M.
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