Metade da vida já passou
e eu não escrevi o fim do romance.
A vida abre-me asas duvidosas
ora sim ora não, pendularmente
indiferença, ou amor fati.
Fui rajá e ergui templos a Buda.
E fui Cristo numa cidade da Suíça
de braços abertos sobre a neve
olhando cair os pássaros alvos
da abóbada de chumbo ----
mas era um Cristo fazendeiro,
um Cristo conferencista, literato;
livros , sonetos e versos ,
metade já passou. Voando
em palavras e cifras divinatórias
Passou e eu continuei
escancarando os olhos da imaginação
cinematógrafo acelerado
Fita cômica, grotesca, trágica.
Continuarei para sempre.
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K.M.
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