Desta vez eu a vi ''em sua transparência''.
Como se nada existisse
senão nessa limpidez da chance
na suspensão de um gancho.
Nada senão aquilo que podia ter sido,
que teria dev-ido não ser
que se consome e joga.
A transparência numa luz nova
só podendo existir a esse preço
o sol como um ser
uma mulher incomparavelmente bela
algo incomparavelmente apreensível.
A chance como uma flecha
que traz na ponta a febre matadeira
em nada distinta de si ----
um amor insensato a cria,
oferecendo-se afoito em silêncio.
Gota quebrada por um raio
curto instante de fulgor
mais brilhante que um sol
nessas incertas conjunções
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