sexta-feira, 3 de novembro de 2017

A BOCA DO POETA

Levaste à perfeição aquilo
de que falarei baixo,
olhando nos seus olhos:
Este alimento semelhante
à voz humana, à mesa
entre nós, é a fineza
do amor que te felicita.
O raio da lâmpada laça,
tece sua distração sensual.
Um leito espera e treme
no exílio de lençóis perfumados.
A Amorosa confia
em sua sinceridade infante.
Dama que harmoniza
com a boca do poeta,
o amor já confessado
na torrente serena,
dia após dia.
E na verdade entendo
o vosso andar junto,
a vossa fala útil,
pressinto o que vossa boca
esboça no silêncio,
no pólen das flores
cuidadosamente
como um pensamento difícil
que vale a pena abordar

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