Aqui, ria com pontualidade, sem malícia, mostrando-me jovem. Anulava todos os rudimentos de protestos com um olhar humilde, mas poderoso. O que pensava e dizia estava planejado para o nosso bem ---- alguns fazendo o gênero taciturno, importante. Idéias no ar.
Vejo-me então, como nunca, um indivíduo prosaico, sem raízes ou compromissos, como um imigrante. Até a premência, que suprimo, de pensar demasiado, de corrigir isso ou aquilo. Conduzo muitas vezes meu sorriso até ela em completo silencio, e isso basta para enumerarmos humildemente as alegrias da vida.
o vento vinha libertar-nos de nossas obsessões.
ruptura do tempo. Memória involuntária.
a cidade como um braço, a cidade provinciana e seu rio.
o primeiro frescor da noite,
o ar que se quebrava vibrando na janela,
batendo nos rostos.
Ela esperando e sorrindo,
aumentado gradualmente
a felicidade do corpo.
as luzes da rua entrando,
acendendo e apagando nossos olhos
tão pensativamente
que temia que a felicidade terminasse
e me virava:
''quero olha-la duas vezes'',
no encosto da poltrona.
Querido , ela diz
sorrindo para o ar que toca os dentes.
Não quero pensar, não quero saber o que fez minha felicidade nem o que pode destruí-la.
Se eu pudesse dizer.
Esperava, exortativo, sorrindo ainda, revestido por uma paciência diferente. Matizes, sub-grupos, causas de confusão. E isso acontecia sempre, com pequenas variantes que não contam, como a imposição de temas frívolos às conversas do meio da tarde, hora em que o mundo mais falava. E não eram só os dados econômicos e notícias , mas a comovente verbosidade do cidadão comum. Eu descobrira uma estranha felicidade em me demorar na modorra vazia da biblioteca pública, em fazer-me acreditar na visita borgiana do gênio, tempo para ficar lendo e bocejando, todo tempo de uma vida. E um momento antes de minhas locuções eu podia voltar a pensar nos livros, a mesma serena malícia vibrando na voz, chispando nos olhos sem se fazer notar. Mas acabava me endireitando, reconhecendo dívidas, imaginando que ao coloca-las em pauta encurtaria minha própria espera ali.
Nos ligávamos pontualmente por diálogos e números, e as probabilidades de novas campanhas, publicidade, na perfeição de cada desenho final , dos textos e slogans que deviam impô-la na tela. Imaginavam-se cenários , jantares de negócios, discursos percorrendo avenidas ou nas praças, entre os pombos, a amizade e a proximidade oferecidos ocasionalmente.
Soube então que aquilo não era o resto, mas tudo, o que só se dava por um acréscimo cotidiano daquela substância, consagrando-a.
É il raconto incalzante di varie apertura sulla realtá.
L´abbandonarsi semantico del personaggio alla propria situazione.
(cadde! ) (cerebrum)
Fortuido, caloris e il quarantesimo giorno.
Provocatio. Spermatis.
Avevate.
De todos aqueles apartamentos saíam vozes aflitas, em meio a um colorido fantasmagórico. Vozes, ruídos roucos, orgiásticos, risadas insanas, e haviam uma série de tragédias e investigações em curso nos jornais, e heranças avivando atitudes suspeitas, lutas empresarias ferozes pelo mercado, e miudezas do ridículo cotidiano, os bichos em seus ninhos se preparando para a noite.
Una poesia é vitale quando se spinge altre i propri inevitabili limiti, quando cioe le cose che hanno ispirato de sue parole ci inducuono il senso de altre cose e di altre parole, provocando il nostro intervento.
A vontade e o pouco dinheiro, o jogo semanal e as outras distrações do corpo me tornavam furtivo no meio em que circulava.
*
"El mar, sin embargo, provoca el deseo de adquirir dinero, abre las puertas al por mayor y al por menor, y en las almas crea unos volátiles y deshonestos hábitos, la ciudad parece poco fiable y hostil a sí mismo, y también a otras personas
K.M.
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