Aquele do qual se exigem
Apresentação e aprumo,
Inumeráveis textos e
civilização,
Tem apenas sete notas
cabais.
Seus olhos, flama
celeste,
Terníssimo desejo de
manifestação,
Mesmo amando não emigram.
Antes, se fixam
Deleitosos e frouxos
Por um instante
Alentando o coração,
Revertendo o continente
do prana
Num tipo de conteúdo corporal
Num tipo de conteúdo corporal
(mas sair desse aparente
letargo
Complica a poesia).
A morte não se rende à
formosura
E a desesperação nunca
acerta
Na tradução, na lei da
sorte,
No contrato da vida ----
ATMAN
(necessidade de abono).
Isto posto, somos capazes
de esperar.
Reinando com o coração,
Como o próprio personagem,
Livre, seguro, com a
fortuna ao lado.
O mágico volver dos olhos
A caricatura e o nome.
O círculo do sacrifício
E sempre um livro na mão
E uma impenetrável
liturgia
(os olhos se derretem
À caminho do mar, os
penedos ,
Os mármores mais duros da
alma
vão nos livros mais
complicados.
Os livros da maçonaria
(33) e
Refestelam-se de números
e jornais.
O filho da terra
alucinada,
Do Espiador, do solícito
desejo
Da política do maçom
(procurando mágica
Nos próprios papéis, na
longa trança
De idéias, na face
transparente
No espelho da palavra
perdida,
nas patéticas vozes
truncadas).
Mas esperando a paz
nas brechas das lembranças
por onde o olho único
transita.
‘’Todo o bem, todo o
gosto,
Cá nesta solidão mortal
E clarividente, quando
não lhe disserem
Esgotada na banca de
negócios.
Condicionado na região
deserta,
Este trecho de metafísica
É onde as coisas
essenciais são servidas.
Céus. Estrelas. Poderes.
Pasmo e maravilha, o
misterioso
Albanil escuta: é ilusão
do pensamento (?) ,
Ou pensamento semiótico
(?) ,
É aí, como num pórtico
No RIO AYURUOCA,
Ao som monótono]
Do Om Mani Padme Hum,
No RIBEIRÃO DOS ESPÍRITOS,
Ao som desse mistério
Tecido pelo gado. A
Natureza
Fluindo pelos poros e,
na alma, um filtro
apaziguante
da atividade pineal.
Nada a perturbar, apenas
(ao ar livre)]
A paisagem tomando o
lugar
Do eu e seus invólucros.
Começa-se a conversar com
os mortos.
Uma musica estranha,
Infinita, apesar de dissonante,
Alerta brotando da terra.
E o frio pelo cabelo dos
montes
E um elo entre os dois
olhos
marcando o infinito vivo
do espaço ;
toda a floração do evento
apenas pelo prazer de
VER,
entreabrindo
(insólito céu)
Os olhos, ainda empe
nhado,
Laborando na minúscula
figura fantasma
Das pupilas. Mas sem
seguir até o fim
O ritual. Depois, o
sossego absoluto,
Tão traiçoeiro quanto a
liberdade
(precisão e invocação,
súplica);
Dono de uma certa
sabedoria
Que teoriza, ladrilha a
linguagem
Olhando a lombada do
vazio
Evaporar-se.
Aplicação de pronto.
Reconhece-se o sonho
E seu sacerdote.
K.M.
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