(sapatilhas de dança ponteando pela rua)
o próximo movimento, em tempo de larghetto,
deixava-me levar, sem nada além da idéia fixa da eternidade e seu brilho solitário em minha cabeça ---- havia algo nela que inspirava assombro e emoções infaliveis
e assentindo com a cabeça, separando os lábios até não poder duvidar de que sorria
benevolente, impessoal, formado para expandir a tolerância e incentivar a meditação
a indefinível coisa estendendo-se e adquirindo intensidade nos rostos
as palavras atravessando o sorriso extático sem alterá-lo, mais ou menos como nas representações do Buddha
certo de ter repetido o velho gesto de compreensão mahayana, repetindo mentalmente frases que escorriam e modificavam a paisagem até virarem mantras
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